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Cooperativismo

A cooperação sempre existiu nas sociedades humanas, os povos mais antigos (a.C.), já praticavam a cooperação na luta pela sobrevivência.

Desde a pré-história, até o início de nosso século, encontramos formas rudimentares de associações de pessoas. Isso demonstra que a cooperação tem sido uma constante no ser humano, através dos tempos.

Na Babilônia, no Egito e na Grécia já existiam formas de cooperação muito bem definidas nos campos de trigo e artesanato. Assim como, na China há 400 anos (a.C.) e nas civilizações, Asteca, Inca e Maia (sec. XV), onde viviam em um regime de verdadeira ajuda mútua.
A partir da segunda metade do 2º milênio, em meio a um regime espoliador, responsável pela convulsão social das classes populares de diversos países europeus, surgiram pesquisadores que se dedicaram ao estudo dos caracteres de sociedades desaparecidas.

Devido às preocupações com as questões sociais, começaram a estudar as formas de organização das civilizações antigas, até que descobriram a cooperação como instrumento de organização social.

Utopistas ou não, estudiosos da Inglaterra, França, Alemanha e outras nações da Europa, deixaram experiências e obras capazes de motivar o surgimento de uma nova ordem socioeconômica conduzindo à reformulação comunitária, em busca da felicidade individual e do bem-estar.

Precursores do Cooperativismo:

- Roberto Owen - 1771-1858, considerado o "pai do cooperativismo".
- François Marie Charles Fourier – 1772 –1837.
- Philippe Buchez – 1796 – 1865.
- Louís Blanc – 1812 – 1882.
- John Bellers – 1654 – 1725.
- Saint Simon – 1760 – 1825.
- William King – 1786 – 1865
O cooperativismo teve início, em 21 de dezembro de 1844, na cidade de Rochdale-Manchester, no interior da Inglaterra. Sem conseguir comprar o básico para sobreviver nos mercadinhos da região, um grupo de 28 trabalhadores (27 homens e uma mulher) se uniram para montar seu próprio armazém. A proposta era simples, mas engenhosa: comprar alimentos em grande quantidade, para conseguir preços melhores. Tudo o que fosse adquirido seria dividido igualitariamente entre o grupo. Nascia, então, a “Sociedade dos Probos de Rochdale” — primeira cooperativa moderna, que abriu as portas pautada por valores e princípios morais considerados, até hoje, a base do cooperativismo. Entre eles a honestidade, a solidariedade, a equidade e a transparência.

A ideia dos 28 pioneiros prosperou. Quatro anos após sua criação, a cooperativa já contava com 140 membros. Doze anos depois, em 1856, chegou a 3.450 sócios com um capital social que pulou de 28 libras para 152 mil libras.
O movimento cooperativo, começou a ser conhecido no Brasil por volta de 1841 devido à vinda do imigrante Francês Benoit Julis de Mure. Benoit tentou fundar a colônia de produção e consumo na localidade de Palmital, município de São Francisco do Sul, hoje Garuva.

Porém o cooperativismo, propriamente dito, surgiu oficialmente em 1847, por intermédio do médico Francês Jean Maurice Faivre. Este, fundou a colônia Santa Tereza Cristina no Sertão do Paraná. Colônia de produção e consumo, com uma organização comunitária que funcionava de acordo com os ideais cooperativistas, e apesar de breve existência, foi muito importante para o florescimento do ideal cooperativista no país.

No decorrer do Século XIX, com a chegada dos imigrantes alemães e italianos, foram se tornando mais frequentes as inciativas de formar organizações comunitárias em todo o território nacional, principalmente no Sul, para resolver problemas de consumo, de crédito, e de produção.

Algumas cooperativas fundadas nesse período:

- Rio dos Cedros/SC – 1889
- Ouro Preto /MG – 1889
- Limeira/ SP – 1894
- Vila Imperial, hoje Nova Prata/RS – 1902
- Urussanga/SC - 1908

Nas décadas de 50 e 60, o cooperativismo teve relativa expansão no Brasil, estendendo-se a diversos seguimentos da sociedade brasileira.
A primeiras experiências cooperativistas catarinenses ocorreram no meio rural. Além da tentativa de criação de uma colônia de produção e consumo de São Francisco do Sul, em 1841, seguiram-se iniciativas similares de formação de sociedades cooperativas de crédito rural agrícola, de produção de erva-mate e outras.

Nas décadas de 40 e 50 surgiu a introdução do cooperativismo em outros ramos, quando foi criada a sociedade de consumo e crédito mútuo na cidade de Blumenau. Após alguns anos, 1959 cria-se a Cooperativa de eletrificação rural de Forquilhinha, Criciúma, Salto Donner e Benedito Novo.

Em 60 e 70 foram fundadas Cooperativas de diferentes segmentos em um grande número de cidades catarinenses. Porém em 1964 muitas foram liquidadas por não atingirem os objetivos estabelecidos pela legislação do País. Sobreviveram somente as que realmente possuíam condições de desenvolvimento e de prestação de serviços e benefícios de seus cooperados.

Ramos do cooperativismo

- Agropecuária;
- Consumo;
- Crédito;
- Educacional;
- Especial;
- Infraestrutura
- Habitacional;
- Produçã;o
- Mineral;
- Trabalho;
- Saúde;
- Turismo e lazer;
- Transportes.
1. Adesão voluntária e livre: As cooperativas são abertas para todas as pessoas que queiram participar, estejam alinhadas ao seu objetivo econômico, e dispostas a assumir suas responsabilidades como membro. Não existe qualquer discriminação por sexo, raça, classe, crença ou ideologia.

2. Gestão democrática pelos membros: As cooperativas são organizações democráticas controladas por todos os seus membros, que participam ativamente na formulação de suas políticas e na tomada de decisões. E os representantes oficiais são eleitos por todo o grupo.

3. Participação econômica dos membros: Em uma cooperativa, os membros contribuem equitativamente para o capital da organização. Parte do montante é, normalmente, propriedade comum da cooperativa e os membros recebem remuneração limitada ao capital integralizado, quando há. Os excedentes da cooperativa podem ser destinados às seguintes finalidades: benefícios aos membros, apoio a outras atividades aprovadas pelos cooperados ou para o desenvolvimento da própria cooperativa. Tudo sempre decidido democraticamente.

4. Autonomia e independência: As cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas por seus membros, e nada deve mudar isso. Se uma cooperativa firmar acordos com outras organizações, públicas ou privadas, deve fazer em condições de assegurar o controle democrático pelos membros e a sua autonomia.

5. Educação, formação e informação: Ser cooperativista é se comprometer com o futuro dos cooperados, do movimento e das comunidades. As cooperativas promovem a educação e a formação para que seus membros e trabalhadores possam contribuir para o desenvolvimento dos negócios e, consequentemente, dos lugares onde estão presentes. Além disso, oferece informações para o público em geral, especialmente jovens, sobre a natureza e vantagens do cooperativismo.

6. Intercooperação: Cooperativismo é trabalhar em conjunto. É assim, atuando juntas, que as cooperativas dão mais força ao movimento e servem de forma mais eficaz aos cooperados. Sejam unidas em estruturas locais, regionais, nacionais ou até mesmo internacionais, o objetivo é sempre se juntar em torno de um bem comum.

7. Interesse pela comunidade: Contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades é algo natural ao cooperativismo. As cooperativas fazem isso por meio de políticas aprovadas pelos membros.

Fonte: Sistema OCB

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