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Trigo – O cenário não é dos melhores

20/09/2017

O Diretor Executivo da Copercampos Clebi Renato Dias, participou no dia 12 de setembro, no Ministério da Agricultura em Brasília, de reunião da Câmara Setorial de Trigo, representando a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em nível nacional. O encontro reuniu representantes de toda a cadeia produtiva de trigo no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento na capital federal.

No encontro, Clebi evidenciou mais uma vez, um cenário nada animador aos triticultores e para toda cadeia do cereal. Com alto custo de produção, preços em declínio com início da colheita no Paraná e clima desfavorável ao desenvolvimento da cultura na região de Campos Novos, há uma previsão de perdas expressivas na safra, além do produtor estar totalmente desprotegido na comercialização.
“Chegamos à conclusão que o produtor de trigo está totalmente à deriva sem qualquer instrumento de proteção para negociar a safra 2017, pois o preço mínimo de garantia continua sendo mero referencial e não temos mercado que garanta um preço justo ao produtor. Além do mais não choveu no último final de semana, e estamos a quase 30 dias sem chuvas na região e por isso infelizmente  teremos perdas significativas na safra. Os preços estão caindo violentamente com o início da colheita no Paraná e os instrumentos de apoio ao produtor praticamente não existem. Vai ter somente um prêmio de escoamento à produção, que poderá ajudar na comercialização do trigo, a partir de São Paulo e até o Nordeste, por exemplo, que não ameniza em nada e não dá nenhuma segurança ao produtor”, salientou. Ainda há grande dúvida da falta de verbas para as operações de PEP e PEPRO, a serem determinadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Agricultura, torcendo para que sejam aportados recursos para efetivar os Prêmios.

Segundo o diretor da Copercampos, o Triticultor mesmo colhendo 70 sacos por hectare, que era a estimativa inicial, e poderá ser reduzida devido ao clima desfavorável, o produtor ainda não cobriria o seu custo de produção que está ao redor de R$ 2.200,00 por hectare. Os prejuízos são praticamente certos, e poderão aumentar com as perdas estimadas de 15 a 20% devido à falta de chuvas.  Com certeza esse fator afetará toda a receita do produtor e também a nossa comunidade, pois teremos menos dinheiro girando entre novembro e dezembro, por isso o quadro é bem preocupante. Deveria já existir verbas do governo para auxiliar o produtor, mas o cenário é de instabilidade principalmente pela situação econômica do país. Por sorte o produtor pode contar com suas cooperativas e entidades que brigam por eles”, para tentar resolver os problemas de comercialização, e estamos buscando saídas para recursos e preços para hora da colheita.

A esperança é que na colheita, o trigo tenha qualidade, tendo em vista que Santa Catarina é o último estado a colher o cereal.  Conforme Clebi, Santa Catarina ocupa hoje o 5º lugar no ranking na produção de trigo, atrás do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e de São Paulo. Na região de Campos Novos, a redução na área plantada de trigo ao longo dos anos foi de 35%. “A área de trigo vem reduzindo ano a ano, a nossa área de plantio já esteve em 13 mil hectares, veio para 11, 10 e agora está ao redor dos 7 mil hectares. Então já está no nosso planejamento essa redução, mas o impacto se dá em toda a região em que a cooperativa atua”, avaliou o diretor.

Com o menor investimento na cultura, as expectativas são de que o Brasil importe ainda mais trigo para abastecer o mercado. Segundo o Ministério da Agricultura, a previsão é de que o Brasil importe 7 milhões de toneladas em 2017. O Brasil é um dos maiores importadores globais de trigo, realizando a maior parte das compras na Argentina. Clebi Renato Dias comenta ainda que a falta de incentivo ao produtor de trigo é histórica, num país onde o governo é voltado ao consumidor. “É uma política macro que não conseguiu se ajustar. Os que participam desta Câmara Setorial, avaliam, a grosso modo, que em certos momentos é melhor o país importar o produto do que incentivar o plantio aqui, porque o plantio é bem no Sul no Brasil é para esse trigo chegar no Norte do país, de repente o importado chega mais barato”.

“Fica a esperança para que os preços melhorem e que colhamos uma safra razoável com qualidade, vamos torcer todos para que isso aconteça”, finalizou o diretor executivo da Copercampos.
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Com matriz em Campos Novos, município reconhecido como “Celeiro Catarinense”, a Copercampos tem suas principais atividades focadas na produção e comercialização de cereais, produção de sementes, venda de insumos e agroindústria. Hoje são mais de 50 unidades distribuídas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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