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Produtores identificam oportunidades e perspectivas do mercado de Soja e Milho

20/09/2017

Consultor da INTL FCStone realiza palestra na Copercampos, e apresenta dados e expectativas na comercialização de milho e soja.

Os associados da Copercampos, participaram no dia 18 de setembro, no auditório da matriz, em Campos Novos, de palestra com sobre os “Fundamentos do Mercado de Grãos”, com o consultor em gerenciamento de riscos Étore Baroni, da empresa INTL FC Stone.
Durante o encontro, Étore apresentou dados de produção de soja e milho, além de informações sobre o clima e as expectativas de mercado para o último trimestre do ano, assim como oportunidades de mercado para a safra brasileira 2017/18.

Segundo o consultor, o momento da soja no mundo é representado pelos seguintes fatores: aumento de área plantada com a cultura; consolidação de safra recorde em 2017 nos Estados Unidos da América, com recomposição dos estoques do país; safra recorde nos países da América do Sul – safra 2016/17, recompondo estoques mundiais e a China aumentando a importação.
No Brasil, a produtividade obtida na última safra, é segundo o consultor Étore Baroni, considerada anormal e a produção deve ser normalizada na próxima safra. Na safra 2015/16, a produção brasileira foi de 95,4 milhões de toneladas. Já na safra 2016/17, foi de 114 milhões de toneladas. Com isso, a expectativa é que os estoques de soja fiquem entre 6 e 7 milhões de toneladas para o período 2017/2018.

“A situação do mercado interno atual é que a produção foi alta, os preços caíram e o produtor perdeu interesse em vender. O produtor deve manter lenta a fixação do produto, o que aumenta o desafio à medida que chegamos perto da safra 2018. Há muita soja ainda nos armazéns e esse volume deve sair para receber a próxima safra, os prêmios no mercado interno devem se manter pressionados a medida que ainda tem muito volume de soja por aqui e para vermos uma alta nos preços o mercado tem que ocorrer algum stress ou em Dólar ou em Chicago e para Chicago subir, temos que ver uma quebra na safra da América do Sul”, explanou o consultor.

Quanto a valorização da soja, Étore destacou que o produtor precisa trabalhar a rentabilidade da cultura na propriedade, ou seja, definir seus custos e fazer escalas na venda. “O produtor precisa ter os custos atualizados e compara-los com safras anteriores, além de travar custos tendo margens de lucro, como fazer barter, por exemplo, calcular a receita, ou seja, o preço baixo não é ruim se a produtividade for alta, e vender olhando para o futuro, pois existem pontos máximos e mínimos no histórico de comercialização de soja e o produtor precisa aproveitar ou evitar períodos e fazer uma média em escala a medida que o mercado vai subindo. Esses são fatores essenciais de boas práticas de comercialização”, reforçou,

De acordo com Étore, o cenário de preços deve se manter neste período do ano, porém, em um cenário mais animador, para dezembro e janeiro de 2018, as expectativas são de melhor valorização da soja, com possibilidade dos preços retornarem entre R$ 66,00 a R$ 68,00/saco. “O foco agora é quanto ao clima na América do Sul e a demanda forte do mundo vai dar suporte aos preços da soja e o produtor deve pensar em produtividade, pois mesmo com os custos e preços atuais, ele tem rentabilidade se obter boa produção”, reforçou.

Preço do milho deve ter melhora
Quanto a cultura do milho, Étore destacou que o estoque de passagem do cereal deve fechar em 22 milhões de toneladas no Brasil, porém, as expectativas são de redução de 30% da área na safra de verão, com produção de 23 mi/ton e a safrinha deve ter redução de tecnologia, com produção sendo estimada em 60 mi/ton.  “Acredito que os preços subam lentamente, pois a safra de verão de milho deve ter uma produção menor em 6 mi/ton. Em Santa Catarina, a área deve ser 30% menor, caindo mais de 1,2 mi/ton a sua produção. É por isso que mesmo com esse volume de milho no mercado interno vai continuar firme e subir um pouco mais aqui. É situação local do estado, não a nível Brasil. A safra de verão de milho no país está cada vez mais ajustada, pois o consumo é de 28 mi/ton e se produz 30 milhões/ton. O preço do milho caiu neste ano na safrinha porque o consumo é o mesmo (28min/ton) e produziu 67 mi/ton. O Brasil hoje é dependente da exportação de milho no segundo semestre, e se não exportar nada, o milho fica no mercado interno e os preços baixam. Temos uma projeção para o milho em Campos Novos, para o início e meados de 2018, com alta nos preços possíveis entre R$ 30,00 a R$ 32,00 ao produtor”, finalizou.
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Com matriz em Campos Novos, município reconhecido como “Celeiro Catarinense”, a Copercampos tem suas principais atividades focadas na produção e comercialização de cereais, produção de sementes, venda de insumos e agroindústria. Hoje são mais de 50 unidades distribuídas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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