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Javalis causam danos em lavouras de milho na região de Campos Novos

16/11/2018

O produtor rural deve estar atento aos fatores da natureza que ameaçam a sua lucratividade na lavoura. Há algumas safras, não é só o clima que tira o sono do homem do campo. Algumas espécies de animais têm causado grandes perdas e consequentemente prejuízos nas lavouras.

A capivara é um antigo inimigo da lavoura, mas há aproximadamente uma década, o roedor divide o espaço com os javalis. Na região de Campo Belo do Sul, no Planalto Serrano, o javali é considerado uma praga há mais de uma década. Já na região de Campos Novos, nos últimos quatro anos, a população de javalis aumentou e os produtores têm registrado muitos ataques do animal, principalmente em lavouras de milho.

Além destes animais, o produtor ainda identifica porcos-do-mato e convive principalmente no início de desenvolvimento das lavouras de soja, com ataques de pombas e lebres.

Destes animais citados, somente os javalis podem ser caçados por pessoas autorizadas. O javali é uma espécie europeia que chegou ao Brasil na década de 1960. O animal foi trazido ao País com o objetivo de atender o mercado de carnes, mas, depois de alguns anos, muitos foram abandonados na região sul do País. Esses animais se reproduziram rapidamente e se transformaram em um problema para produtores. A agressividade e a facilidade de adaptação dos javalis são características que, associadas à reprodução descontrolada e à ausência de predadores naturais, resultam em uma séria de impactos ambientais e socioeconômicos.

Nesta safra, os ataques de javalis em lavouras recém germinadas de milho estão literalmente tirando o sono dos produtores de Campos Novos, que se veem obrigados a vigiar as lavouras em períodos noturnos para não sofrer mais prejuízos com a praga.

Na propriedade dos irmãos Sérgio e Fabiano Canali, mais de 20 hectares foram destruídos pelos javalis. Após identificar os ataques em duas áreas, os associados replantaram dez hectares de milho, a fim de minimizar as perdas. O engenheiro Agrônomo Gabriel Canali, filho do associado Fabiano Canali, esteve avaliando os danos na lavoura.

De acordo com Gabriel, os ataques noturnos das pragas aconteceram no máximo por três noites. “Semeados 80 hectares de milho nesta safra e diferentemente da safra passada, quando os javalis causaram danos apenas no final da cultura, neste ano, esta praga danificou o início de desenvolvimento das plantas, causando muitos estragos em toda a lavoura. Replantamos dez hectares de milho que estavam completamente destruídos, mas calculamos, após realizar imagens de drone, que mais de 20 hectares da cultura foram perdidos. Para replantar os dez hectares tivemos um custo extra de R$ 1 mil por/hectare com sementes e adubação, então a conta da cultura ficou ainda maior e não teremos a produção estimada”, explicou Gabriel.

Os javalis invadem as áreas e fuçam a terra em busca do fertilizante, especialmente de potássio e também para comer as plantas recém germinadas. Gabriel ressalta que os ataques ocorreram em toda a lavoura e a população de plantas baixa vai prejudicar a produção final de milho.

“Vemos um ótimo stand de plantas em partes da lavoura que não foram atacadas pelos javalis, com população ideal para obter uma boa produtividade de milho, mas em muitos locais onde deveríamos ter uma população de 60 mil plantas, temos 30 mil, e isso vai impactar na produção. A safra de milho ficou comprometida, pois já perdemos mais de 30% da área semeada neste ano para os javalis. Buscávamos uma produção média de 200 sacos/ha para obter um lucro, mas agora teremos um prejuízo considerável na cultura do milho”, comentou.

A preocupação de Gabriel Canali é com possíveis ataques em lavouras de soja. “Estamos realizando o plantio de soja e esperamos que esses animais não ataquem estas lavouras também. O javali é uma praga e não existe controle da população de animais”, reforçou Gabriel.
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Com matriz em Campos Novos, município reconhecido como “Celeiro Catarinense”, a Copercampos tem suas principais atividades focadas na produção e comercialização de cereais, produção de sementes, venda de insumos e agroindústria. Hoje são mais de 50 unidades distribuídas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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