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Ferrugem na soja – Prevenção para evitar prejuízos

29/01/2019

Clima colabora para proliferação. Produtores devem efetuar controle preventivo.

A ferrugem asiática é a principal vilã da produtividade de lavouras de soja no Brasil. No radar de monitoramento de técnicos e produtores rurais, o controle necessário se dá em maior escala nesta safra devido ao clima úmido e quente.

A forma mais eficiente para controle desta severa doença, já que é praticamente impossível evitar sua presença em lavouras, está no manejo preventivo da doença. De acordo com o Engenheiro Agrônomo da Copercampos Marcelo Luiz Capelari, o uso de bons fungicidas e os cuidados no momento da aplicação são fundamentais para a eficiência e controle.

“O fungo (Phakopsora pachyrhizi) sofre alterações que lhe permitem sobreviver a alguns fungicidas. Recomenda-se optar por fungicidas formulados com misturas de princípios ativos de grupos químicos diferentes, como triazol, estrobilurina e multissitios, pois cada um tem um modo de ação diferente sobre a doença, aumentando a chance para um controle de sucesso”, explica.

A lavoura infestada com a doença e sem um manejo eficaz pode apresentar até 90% de perda na produtividade, pois o micro-organismo causa desfolha precoce nas plantas, o que compromete a formação e enchimento de vagens, reduzindo o peso final dos grãos.

“Para evitar a infestação da área, devemos rotacionar fungicidas para controle da doença. Mesmo que um determinado produto proporcione o melhor controle da ferrugem, não é bom aplicar esse produto por diversas vezes consecutivas, pois isso pode induzir o fungo a desenvolver a resistência ao fungicida. O ideal é alternar produtos, com princípios ativos diferentes a cada aplicação e cuidar do momento correto das aplicações com o devido residual que cada produto tem determinado para a cultura”.

Mas para ter eficiência de aplicação, e consequentemente o controle da doença, é necessário seguir alguns cuidados na pulverização. A operação realizada com ventos acima de 8 km/h, temperaturas acima de 30 graus celsius ou umidade relativa do ar abaixo de 55% tem sua eficiência comprometida. “A aplicação é indicada para ser realizada no início ou no final do dia.

Um caso de ferrugem em soja voluntária foi identificado em Campos Novos. Marcelo Capelari lembra que as cultivares mais precoces devem ser monitoradas e manejadas com atenção. “Tendo sido identificada em soja voluntária, o produtor deve ter atenção redobrada em cultivares precoces, sem deixar de lado a aplicação preventiva em soja de ciclo mais longo. A ferrugem é a doença que mais causas perdas, apesar de estarmos acompanhando grandes perdas com o Mofo Branco, então, realizar aplicações preventivas minimizam as chances de grandes prejuízos na cultura”, finalizou.

Reportagem publicada na edição 134 do Jornal Copercampos, de 18 de janeiro de 2019.
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Com matriz em Campos Novos, município reconhecido como “Celeiro Catarinense”, a Copercampos tem suas principais atividades focadas na produção e comercialização de cereais, produção de sementes, venda de insumos e agroindústria. Hoje são mais de 50 unidades distribuídas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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